Vencedor do Anima Mundi 2013

FERAL, a animação vencedora do Anima Mundi 2013, ganhou, além do prêmio, uma vaga na pré-seleção ao Oscar, em 2014. É dirigido e animado por Daniel Sousa, artista nascido em Cabo Verde e criado em Portugal, que vive atualmente nos EUA.

Feral conta a história de um menino selvagem que é tirado da floresta por um caçador e levado para a civilização. Confuso com o novo ambiente e a difícil adaptação, ele não consegue controlar seus instintos.

Com abordagem abstrata e poética, a animação questiona o que nos define como seres humanos e nos separa de outros animais.“Se fossemos criados sem o contato em sociedade, a cultura e educação, ainda nos comportaríamos da mesma forma? Ou somos mais como espelhos que refletem o ambiente ao qual estamos expostos?”, indaga o autor.

O animador começou a pesquisar sobre a ideia e descobriu que em quase todos os casos documentados sobre crianças selvagens, a readaptação delas em sociedade fracassou. “Elas ficam presas entre dois mundos, é um limbo. Não via outra maneira de ilustrar essa situação sem recorrer à poesia que a animação possibilita”, explica Daniel, em entrevista ao site oficial do Anima Mundi.

Com gráficos em 2D e alguns quadros pintados à mão, o curta levou cinco anos para ficar pronto.

Fonte: www.blahcultural.com

Luz, Anima, Ação! Uma homenagem aos animadores brasileiros

Documentário longa-metragem coproduzido pelo Canal Brasil, Luz, Anima, Ação! resgata a fabulosa trajetória da animação brasileira. Além das animações e depoimentos, se destaca o relato do trabalho de oito animadores que, a partir de uma imagem de um jornal da época em que primeiro desenho animado brasileiro “O Kaiser” foi lançado, recriaram o curta utilizando diferentes técnicas, resgatando e preservando a memória da arte no país.

28 de Outubro é o Dia Internacional da Animação!

Foi nesta data, em 1892, que Émile Reynaud realizou a primeira projeção do seu teatro ótico no Museu Grevin, em Paris. Essa projeção foi a primeira exibição pública de imagens animadas no mundo. Foi para comemorar esta data que a Associação Internacional do Filme de Animação (ASIFA) lançou o evento, contando com o apoio de diferentes grupos internacionais filiados. O Dia Internacional da Animação está em sua 12ª edição sendo realizado em 30 países.

Vinheta do Dia Internacional da Animação de 2013

A gravação na mesa de animação

Foi agendado com os alunos horários para gravarem os seus trabalhos na mesa de animação tão esperada por todos!  Após uma experiência mediada pela professora, eles realizam os movimentos das figuras e fotografam os quadros (frames) sozinhos.

Com apenas uma mesa o registro de todas as animações se torna lento. Com certeza precisamos de mais unidades deste equipamento para agilizar a produção das animações.

Construção da mesa de animação chinesa

A partir de muita pesquisa na internet construímos duas mesas, em um processo de tentativa e erro, testando, observando, avaliando e refazendo. Novas ideias estão surgindo, algumas sugeridas pelos próprios alunos.

Mesa 1 – protótipo em papelão

Mesa 2 – confeccionada em madeira (em uso na oficina)

Alunos ensinam como fazer um Flip book para os colegas

Na Semana Pedagógica que ocorreu em julho no nosso colégio, os alunos compartilharam o que aprenderam na Oficina, ensinando alguns conceitos básicos de animação e como confeccionar um Flip book para os colegas das turmas de B10 (quarto ano do Ensino Fundamental). Inicialmente o aluno Rhandler deu uma breve aula expositiva e em seguida foi proposta a confecção dos flip books com o apoio dos alunos da Arte Digital.

Confira abaixo algumas imagens deste dia emocionante, onde o lema era: uma animação em cada bloquinho!

Visita à exposição do artista sul-africano William Kentridge

Os alunos da oficina, a profª Vera e os alunos da turma A32 (equivalente ao terceiro ano do Ensino Fundamental) visitaram a exposição “William Kentridge: Fortuna” na Fundação Iberê Camargo. Eles ficaram bem impressionados com o processo do artista na realização das animações com carvão. Muitos pedem até hoje para realizar uma animação com mesma técnica em sala de aula. O mais interessante foi justamente a apresentação das diferentes fases de produção das obras ali expostas, tal qual um estúdio aberto em pleno funcionamento, onde diferentes linguagens/mídias dão suporte as ideias do artista.

Fotos: Dimitry Ferreira e Rhandler Machado

A arte em movimento de William Kentridge

Kentridge desenhando

Kentridge trabalhando

O artista nasceu em 1955 na África do Sul. Desenhos em carvão, esculturas, instalações, vídeos, filmes e animações, contam sua trajetória de artista entrelaçando momentos da história política da África do Sul – cujo regime racista Apartheid deixou reflexos sociais que persistem ainda hoje. É muito conhecido pelas suas animações criadas a partir de um único desenho que é modificado, apagado, rasurado, usando apenas uma folha e borracha.

Kentridge muitas vezes se coloca como uma figura em meio a situações de poder e opressão. Há dois grandes personagens em seus trabalhos, um que representa o capitalista, o dominador europeu; e outro que é uma espécie de alter ego do artista, que trava luta contra aquele opressor por outros valores, como a igualdade.

Antes de se dedicar às artes visuais, Kentridge estudou Ciências Políticas e Estudos Africanos na Universidade de Joanesburgo e trabalhou como ator e dramaturgo. Os sinais desse período estão por toda a sua obra. Com sua veia multifacetada, alia seus interesses – política, teatro, ópera – à sua poética de caráter narrativo e dramático.

Animação de brinquedos

Você já ouviu falar de uma técnica de animação chamada Stop motion? Esta técnica utiliza modelos que são movimentados e fotografados quadro a quadro. Esses quadros são  montados em sequencia, criando a impressão de movimento. Nessa fase, podem ser acrescentados efeitos sonoros, como fala e música.

Um diretor inglês muito conhecido que utiliza este recurso nos seus filmes é o Tim Burton. A Noiva Cadáver, O Estranho Mundo de Jack (que comemora 20 anos de lançamento em 2013) e Frankenweenie são algumas animações deste artista genial.

Os alunos Hendryws, Matheus, Erick, André, Adrian, Dimitry, Rhandler entre outros experimentaram esta técnica. Os dois últimos deram um “sopro de vida” nos robôs articulados que jogaram futebol e até fizeram um gol!

Abaixo, os alunos compondo o cenário, movendo os bonecos e fotografando quadro-a-quadro cada movimento, para criar uma pequena animação.

Animando com Silhuetas (sombra chinesa)

Depois dos Flip books, experimentamos uma nova técnica: animação de silhuetas de bonecos e cenários recortados em papel preto. A alemã Lotte Reiniger (1899-1981), foi uma pioneira da animação e deixou centenas de belíssimos filmes, verdadeiras obras de arte utilizando a técnica chamada Sombra Chinesa. Na oficina, os alunos assistiram alguns fragmentos dos seus filmes e de outros animadores que utilizam linguagem semelhante.

Para registrar, improvisamos uma mesa de animação na sala de Artes e utilizamos máquina digital doméstica e celular para fotografar quadro-a-quadro. Depois de vários testes, sentimos a necessidade de ter uma mesa de sombra chinesa adequada para reduzir os problemas de enquadramento e iluminação e também para agilizar a produção dos alunos. Ainda temos que editar e finalizar os trabalhos no Laboratório de Informática.

Animação de bolso

Começamos o ano de 2013 com a idéia de “dar vida” ao trabalho realizado na oficina. Afinal “anima” vem do latim que significa alma; psiquê; vida, vigor; animação. E para começar de forma bem pratica, que tal ter uma “animação de bolso” para mostrar para os amigos?

Nossos alunos produziram Flip books, aqueles bloquinhos com uma sequencia de desenhos que dão a impressão que a imagem está em movimento.

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